Adolescentes, ricos e violentos
Ultimamente os adolescentes, de classe média, tem se destacado na mídia... Policial. É incrivel observar que a violência atravessou as fronteiras das classes sociais. Se antes a violência juvenil estava ligada aos jovens da periferia das grandes cidades hoje não se pode dizer o mesmo.
"Filhos de papaizinho", como são porpularmente conhecidos, protagonizaram cenas de terror no Amazonas Shopping. Eles trocavam ofensas através do site de relacionamentos "Orkut" e, depois de algum tempo, resolveram marcar um encontro, quando se encontraram não deu outra: brigaram dentro e fora do shopping, com direito a arremesso de cadeiras .
O shopping resolveu não registrar queixas, deram uma chance aos baderneiros, mas na semana seguinte outros adolescentes marcaram um encontro, no mesmo local, e brigaram novamente, coincidentemente no mesmo dia da briga anterior, uma quarta-feira. Ao serem identificados por equipes de reportagem, fizeram poses e atos obscenos e no dia seguinte, segundo um jornal local, eles prestaram depoimento na delegacia, junto com os pais, com cara de inocente e um ar de satisfação pelo que fizeram. Lamentável.
Antes destes confrontos de" gang´s virtuais", alguns adolescentes de classe média alta foram responsáveis por atos de vandalismo na cidade ao depredar comércios da área nobre no dia 19 de Julho deste ano, o nome dos responsáveis não foram revelados até hoje, deixando a população revoltada. Mais uma vez tudo foi combinado pela internet.
Recentemente dois adolescentes se envolveram em um acidente de trânsito no Conjunto Ajuricaba, zona centro-oeste, ninguém ficou ferido. Eles estavam em alta velocidade fugindo da polícia, que os perseguia porque perceberam que o carro estava sendo dirigido por um menor e conseqüentemente este não possuía carteria de habilitação. Na fuga acabram atingindo, em uma curva fechada, a lateral de outro carro pondo em risco a vida de uma senhora grávida. Tudo isso só em Manaus, imagine no Brasil.
Esses acontecimentos mostram que a violência não é exclusiva da ala pobre da poupulação brasileira.